País
Estores, telhados e vegetação: há mais formas de refrescar casas além do ar condicionado?
Considerando o ar condicionado essencial para combater os efeitos do calor, a pobreza energética continua a penalizar muitas famílias, afirma o professor Manuel Gameiro da Silva. Mas aponta que podem ser procuradas outras soluções que "aumentem o sombreamento".
Com as temperaturas a apertar, é ligado em muitas casas e espaços públicos o ar condicionado. Mas há famílias que vêm por isso o preço da fatura da eletricidade a disparar.
"Em Portugal ainda há um fenómeno importante de pobreza energética, isto é, das famílias não terem folga no seu orçamento mensal que lhes permita terem todo o conforto que deveriam ter nas suas casas", sublinha Manuel Gameiro da Silva, professor do Departamento de Engenharia Mecânica da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.
Entrevistado no Ponto Central da RTP Antena 1, o professor considera que, "quando o calor é acompanhado de valores de humidade relativa alta, só se combate com o ar condicionado". Ainda assim, questionado por alternativas em casas mais antigas, dá recomendações para aumentar o sombreamento, diminuindo a entrada de sol em casa.
"Isso consegue-se utilizando o estore", refere, mas fala também na possibilidade de utilizar algum arrefecimento evaporativo, isto é, por exemplo, "molhar o telhado, molhar algumas superfícies das casas" nos casos em que isso é possível fazer e em segurança.
"A água a evaporar vai retirar calor das superfícies e, portanto, vai de alguma forma ajudar", explica Gameiro da Silva, que estuda a qualidade ambiental interior.
A preparação dos edifícios varia conforme a época de construção e os materiais com que foram feitas. Desde 2008 "passámos a ter exigências mais apertadas", assinala, pelo funcionamento do sistema de certificação energética de edifícios.
Nas horas de maior calor, Manuel Gameiro da Silva sugere, em alternativa, que se procurem espaços climatizados. E aponta que "zonas verdes das cidades também têm um papel muito importante".
"Para evitar o efeito da onda de calor nas cidades, as zonas verdes e húmidas dentro das cidades são importantes para terem um papel moderador naquele microclima urbano", afirma.
O docente sublinha também a importância da presença vegetação na cobertura dos prédios, para atenuar os efeitos do calor, assim como a utilização de cores claras.
"Em Portugal ainda há um fenómeno importante de pobreza energética, isto é, das famílias não terem folga no seu orçamento mensal que lhes permita terem todo o conforto que deveriam ter nas suas casas", sublinha Manuel Gameiro da Silva, professor do Departamento de Engenharia Mecânica da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.
Entrevistado no Ponto Central da RTP Antena 1, o professor considera que, "quando o calor é acompanhado de valores de humidade relativa alta, só se combate com o ar condicionado". Ainda assim, questionado por alternativas em casas mais antigas, dá recomendações para aumentar o sombreamento, diminuindo a entrada de sol em casa.
"Isso consegue-se utilizando o estore", refere, mas fala também na possibilidade de utilizar algum arrefecimento evaporativo, isto é, por exemplo, "molhar o telhado, molhar algumas superfícies das casas" nos casos em que isso é possível fazer e em segurança.
"A água a evaporar vai retirar calor das superfícies e, portanto, vai de alguma forma ajudar", explica Gameiro da Silva, que estuda a qualidade ambiental interior.
A preparação dos edifícios varia conforme a época de construção e os materiais com que foram feitas. Desde 2008 "passámos a ter exigências mais apertadas", assinala, pelo funcionamento do sistema de certificação energética de edifícios.
Nas horas de maior calor, Manuel Gameiro da Silva sugere, em alternativa, que se procurem espaços climatizados. E aponta que "zonas verdes das cidades também têm um papel muito importante".
"Para evitar o efeito da onda de calor nas cidades, as zonas verdes e húmidas dentro das cidades são importantes para terem um papel moderador naquele microclima urbano", afirma.
O docente sublinha também a importância da presença vegetação na cobertura dos prédios, para atenuar os efeitos do calor, assim como a utilização de cores claras.